Saúde

Transtorno de ansiedade, como lidar?

23/01/2018

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Foto: Shutterstock
 
Somos a população mais ansiosa do mundo, segundo estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS). Mais de 9% dos brasileiros tem algum Transtorno de Ansiedade. A médica e psicanalista, Soraya Hissa de Caralho, enumera alguns desses transtornos como a Síndrome do Pânico, Fobia Específica, Fobia Social, Estresse Pós-Traumático, Transtorno Obsessivo-Compulsivo e Distúrbio de Ansiedade Generalizada.
 
“A ansiedade é uma atitude fisiológica normal, responsável pela adaptação do organismo às situações de perigo. Até certo ponto, a ansiedade é positiva. Em excesso, pode causar danos à saúde, como algum tipo de Transtorno de Ansiedade que impede de realizarmos tarefas e nos afasta da vida social. Quando não tratado, esse transtorno pode evoluir para um quadro depressivo”, alerta a médica.
 
No século XXI
A ansiedade na vida moderna se desencadeia constantemente devido a fatores como, competitividade social, insegurança, novas tecnologias, competência profissional, sobrevivência econômica, perspectivas futuras, e mais uma infinidade de ameaças abstratas e reais que afligem o homem de hoje. Para muitas dessas situações não temos a opção de reação, de fugir ou atacar. Um exemplo é o desemprego. A única coisa a ser feita é preparar um bom currículo e batalhar contatos para as entrevistas. Esta espera ansiosa pode durar dias e até mesmo meses.
 
Sendo assim, a ansiedade é um esforço da mente e de todo o organismo para lidar com as diversas situações de perigo e angústia. “Porém, não havendo período suficiente para a recuperação desse esforço psíquico, no qual a saúde é restabelecida, ou persistindo continuadamente os estímulos de ameaça que desencadeiam a reação de ansiedade, nossos recursos para a adaptação acabam por esgotar-se”, explicas a psicanalista.
 
Quando isso acontece, as pessoas devem ficar atentas aos sintomas característicos da ansiedade crônica, como tremores ou sensação de fraqueza; tensão ou dor muscular; inquietação; fadiga fácil; falta de ar ou sensação de fôlego curto; palpitações; sudorese, mãos frias e úmidas; boca seca; vertigens e tonturas; náuseas e diarreia; rubor ou calafrios; polaciúria (aumento de número da micção); bolo na garganta; resposta exagerada à surpresa; impaciência, dificuldade de concentração ou memória prejudicada, irritabilidade e dificuldade em conciliar e manter o sono.
 
“A família é fundamental quando o quadro é crônico, não só para apoiar, mas, para identificar os sintomas. A ajuda de um especialista é fundamental para que o indivíduo consiga lidar com seus medos e angustias de forma tranquila”, conclui a psicanalista.
 
 
Fonte: Assessoria
 

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